Mpox: entenda a doença que voltou a registrar novos casos em 2026

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Pessoa segurando um cartão com a palavra “Mpox”, com ilustrações do vírus ao redor, sobre fundo azul.

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O Brasil voltou a registrar novos casos de mpox em 2026, acendendo um novo alerta das autoridades sanitárias. O país registrou 136 casos da doença em 2026, sendo 129 confirmados e 7 em investigação, segundo novos dados do Ministério da Saúde. O vírus continua sendo acompanhado por autoridades de saúde após o surto internacional iniciado em 2022, que levou a milhares de casos em vários continentes.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o surto global já registrou mais de cem mil casos confirmados em diferentes regiões do mundo desde 2022, além de mortes relacionadas à infecção. Apesar disso, especialistas destacam que a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados e se recupera sem complicações graves, sendo os pacientes com imunidade baixa, gestantes e crianças pequenas, os que estão em maior risco para evoluir com doença grave.

Mesmo assim, entender o que é a mpox, como ocorre a transmissão e quais são os principais sintomas é essencial para reconhecer a doença e reduzir o risco de novos contágios.

O que é a mpox?

A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado Mpox virus (MPXV), pertencente à mesma família do vírus da varíola. Ela é considerada uma zoonose, ou seja, uma infecção que pode ser transmitida entre animais e seres humanos.

Os primeiros casos em humanos foram identificados na década de 1970, em países da África Central e Ocidental. Durante muitos anos, a doença permaneceu concentrada principalmente nessas regiões. No entanto, a partir de 2022, surtos passaram a ocorrer em diversos países.

Apesar da semelhança com a antiga varíola, a mpox costuma causar sintomas menos graves. Na maior parte das situações, a doença evolui com recuperação completa em algumas semanas.

Por que o nome mudou para mpox?

O nome da doença foi alterado de “monkeypox” para mpox pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022 para evitar estigmas e interpretações equivocadas. O termo antigo gerava associações incorretas com macacos e regiões específicas, além de não refletir bem a origem do vírus, que provavelmente está ligado a roedores, e não a esses animais.

Causas e formas de transmissão

A mpox ocorre quando uma pessoa entra em contato com o vírus. A transmissão acontece principalmente por contato próximo com alguém infectado.

Entre as formas mais comuns de contágio estão:

  • contato direto com lesões ou feridas na pele de uma pessoa infectada;
  • contato com secreções corporais;
  • contato com objetos contaminados, como roupas ou roupas de cama;
  • contato próximo e prolongado com gotículas respiratórias.

O vírus também pode ser transmitido a partir de animais infectados, principalmente em regiões onde a doença circula naturalmente na fauna silvestre.

Por isso, medidas simples de prevenção — como evitar contato direto com lesões suspeitas e manter cuidados com higiene, como lavar bem as mãos — ajudam a reduzir o risco de transmissão.

Principais sintomas da mpox

Os sintomas da mpox geralmente aparecem entre 5 e 21 dias após o contato com o vírus. No início, a doença pode provocar sinais parecidos com os de outras infecções virais.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • cansaço intenso;
  • aumento dos gânglios linfáticos (ínguas).

Após essa fase inicial, surgem lesões na pele, que são uma das características mais marcantes da doença. Essas lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés ou em outras partes do corpo, incluindo a região genital.

As lesões costumam passar por diferentes fases, formando pequenas bolhas que depois criam crostas antes de cicatrizar.

Tratamento e cuidados

Na maioria dos casos, o tratamento da mpox é voltado para alívio dos sintomas e acompanhamento médico. Isso pode incluir medidas como controle da febre e da dor, hidratação adequada, cuidados com as lesões na pele e repouso durante o período de recuperação. A maioria das pessoas melhora em duas a quatro semanas.

Mesmo assim, é importante procurar avaliação de um profissional de saúde caso apareçam sintomas suspeitos. O diagnóstico adequado ajuda a evitar a transmissão para outras pessoas e permite acompanhar a evolução da doença.

Serviços de saúde também podem orientar sobre isolamento temporário e cuidados necessários durante a recuperação.

Mpox: quem tem mais risco de complicações?

Embora a maioria das infecções seja leve, alguns grupos podem apresentar maior risco de desenvolver formas mais graves da doença.

Entre eles estão:

  • pessoas com sistema imunológico enfraquecido;
  • indivíduos com doenças crônicas importantes;
  • gestantes;
  • crianças pequenas.

Nesses casos, a infecção pode exigir acompanhamento médico mais cuidadoso para evitar complicações.

Por isso, reconhecer os sintomas e procurar orientação de saúde rapidamente ajuda não apenas na recuperação do paciente, mas também no controle da transmissão da mpox na comunidade.

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Referências bibliográficas

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BRASIL. Ministério da Saúde. Mpox: orientações técnicas para a assistência à saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em:
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