A epilepsia é uma das condições neurológicas mais comuns no mundo. Estimativas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 2% da população convive com epilepsia no Brasil, enquanto mais de 50 milhões convivem com a condição globalmente.
No mês do Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia (Dia Roxo em 26 de março), é preciso reforçar a importância da informação correta e do apoio às pessoas diagnosticadas. Embora as crises possam causar preocupação, a epilepsia tem tratamento e, na maioria dos casos, pode ser bem controlada com acompanhamento adequado.
O que é epilepsia e como ela se manifesta
A epilepsia é uma condição crônica do cérebro caracterizada por crises repetidas. Essas crises acontecem quando há uma alteração temporária na atividade elétrica cerebral. Segundo a Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE), a condição costuma ser diagnosticada quando acontecem duas ou mais crises em momentos diferentes ou diante de uma crise em um paciente com alto risco de recorrência.
As manifestações variam bastante. Algumas pessoas apresentam convulsões, com movimentos involuntários do corpo todo e perda de consciência. Outras podem ter episódios mais discretos, como:
- Olhar fixo por alguns segundos;
- Confusão repentina;
- Movimentos repetitivos e involuntários.
As causas também são diversas. Segundo a OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a epilepsia pode estar associada a diversas causas, como lesões no cérebro (por exemplo, tumores ou traumas), infecções que afetam o cérebro, acidente vascular cerebral (AVC) ou alterações genéticas. Em muitos casos, no entanto, não é possível identificar uma causa específica.
A epilepsia pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente em crianças pequenas e idosos.
Tratamento da epilepsia e controle das crises
Uma informação importante é que a epilepsia tem tratamento. De acordo com a OMS, cerca de 70% das pessoas podem ficar sem crises quando recebem acompanhamento adequado e utilizam corretamente as terapias indicadas.
O tratamento geralmente envolve medicamentos que ajudam a estabilizar a atividade elétrica do cérebro. Em situações específicas, outras abordagens podem ser avaliadas por especialistas, como procedimentos cirúrgicos. O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar doses e monitorar a evolução do quadro.
Riscos associados à epilepsia
Quando não está controlada, a epilepsia pode aumentar o risco de acidentes. Entre as principais situações de atenção estão quedas durante crises, afogamentos, acidentes domésticos e crises prolongadas.
Segundo orientações do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e do NHS (serviço público de saúde do Reino Unido), crises que duram mais de cinco minutos exigem atendimento de emergência.
Além dos riscos físicos, estudos internacionais apontam que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar qualidade de vida e bem-estar emocional.
Como agir diante de uma crise?
Saber como agir pode evitar complicações. As recomendações de órgãos oficiais de saúde incluem:
- Mantenha a calma e observe o que está acontecendo;
- Afaste objetos próximos que possam causar ferimentos;
- Coloque a pessoa de lado, se possível, para facilitar a respiração;
- Não coloque nada na boca da pessoa e não tente segurar a língua. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, isso pode causar ferimentos ou engasgos;
- Não tente impedir os movimentos da crise, pois isso pode machucar a pessoa;
- Observe o tempo da crise. Se durar mais de cinco minutos ou se outra crise acontecer logo em seguida, procure atendimento de emergência.
Após a crise, é comum que a pessoa fique confusa ou sonolenta. O ideal é permanecer ao lado dela até que esteja plenamente orientada.
Com informação baseada em evidências científicas e acesso adequado ao atendimento médico, é possível conviver com a epilepsia de forma segura e com qualidade de vida. Informação clara, acompanhamento regular e apoio familiar fazem toda a diferença no cuidado contínuo.
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