Síndrome de Takotsubo: o que é, sintomas e tratamento

Uma forma rápida e eficaz para memorizar os conteúdos revisados por especialistas

⏱ Tempo de leitura: 3 min

Homem segurando o peito com expressão de dor e desconforto, ilustrando sintomas associados à Síndrome de Takotsubo, também conhecida como síndrome do coração partido.

Índice do conteúdo

Você já ouviu falar na chamada “síndrome do coração partido”? Apesar do nome curioso, ela é uma condição cardíaca real, conhecida cientificamente como síndrome de Takotsubo. Segundo o American College of Cardiology (ACC), ela representa de 1% a 3% dos casos que chegam aos hospitais com suspeita de um tipo grave de infarto.

A síndrome atinge principalmente mulheres acima dos 50 anos e costuma ser desencadeada por situações de forte estresse emocional ou físico. Os sintomas podem ser intensos e muito parecidos com os de um infarto, mas, na maioria dos casos, a condição é reversível quando diagnosticada e tratada corretamente.

O que é a síndrome de Takotsubo?

A síndrome do “coração partido” é uma alteração repentina no funcionamento do coração, que afeta principalmente o ventrículo esquerdo, responsável por bombear o sangue para o corpo. Apesar de provocar sintomas muito parecidos com os de um infarto, ela não é causada por entupimento das artérias coronárias, como acontece nos casos tradicionais.

O nome “Takotsubo” tem origem japonesa e faz referência ao formato que o coração assume durante a crise, semelhante a uma armadilha usada para capturar polvos no Japão. Em muitos casos, a condição é temporária e pode ser revertida com o tratamento adequado.

Causas, sintomas e diagnóstico

As causas da condição ainda não são totalmente compreendidas, mas as evidências apontam para uma resposta exagerada do corpo ao estresse físico ou emocional. De acordo com a ACC e a Organização Mundial da Saúde (OMS), situações de estresse intenso elevam os níveis de hormônios como adrenalina e noradrenalina, que podem afetar temporariamente o músculo cardíaco e gerar sintomas semelhantes aos de um infarto.

Outros fatores associados incluem distúrbios hormonais, especialmente em mulheres após a menopausa, e condições neurológicas ou psiquiátricas pré-existentes, que podem aumentar a sensibilidade do sistema cardiovascular ao estresse.

Já os sintomas são muito semelhantes aos de um infarto do miocárdio:

  • Dor ou pressão no peito;
  • Falta de ar;
  • Sudorese, tontura ou desmaio.

Exames mostram alterações no eletrocardiograma e aumento de enzimas cardíacas, mas sem obstrução nas artérias. De acordo com o consenso da ESC, a diferenciação correta exige exames como ecocardiograma e angiografia.

O diagnóstico depende de excluir o infarto comum e observar a típica disfunção transitória do ventrículo esquerdo. A recuperação da função cardíaca costuma ocorrer em algumas semanas, embora possam surgir complicações, como arritmias ou insuficiência cardíaca temporária. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.

Quem é mais afetado?

A síndrome afeta principalmente mulheres acima dos 50 anos, geralmente após a menopausa, representando cerca de 80% dos casos. Estudos revisados pela European Society of Cardiology estimam que até  3% dos pacientes que chegam ao pronto-socorro com suspeita de infarto têm, na verdade, Takotsubo.

Tratamento e recuperação da síndrome de Takotsubo

Não existe um tratamento específico comprovado por estudos clínicos amplos. O manejo é de suporte:

  • Monitorização hospitalar no início;
  • Controle de sintomas e fatores de risco;
  • Acompanhamento regular com cardiologista.

A maioria dos pacientes melhora completamente em até dois meses. A OMS reforça que a redução do estresse, atividade física e alimentação saudável ajudam a prevenir complicações cardiovasculares.

A síndrome mostra como corpo e mente estão interligados. Situações de intenso estresse emocional podem elevar os níveis de adrenalina, afetando o músculo cardíaco. Por isso, cuidar da saúde mental também é parte do cuidado com o coração. Técnicas de respiração, apoio psicológico e hábitos equilibrados fazem diferença real.

Existe prevenção?

Embora a síndrome não possa ser totalmente evitada, adotar hábitos saudáveis reduz o risco de eventos cardíacos:

  • Pratique atividade física regularmente;
  • Tenha uma alimentação balanceada;
  • Evite o tabagismo e reduza o consumo de álcool;
  • Busque apoio emocional em momentos de estresse.

Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya.

Referências bibliográficas

WHITEBOOK. WHITEBOOK Clinical Decision. [S.l.]: PEBMED, [s.d.]. Disponível em: https://whitebook.pebmed.com.br. Acesso em: 26 maio 2026.

 

 

Autor

Como você avalia este conteúdo?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionadas