O rastreamento do câncer do colo do útero está mudando. Quando disponível, o teste DNA-HPV é hoje o método preferencial para o rastreamento, enquanto o Papanicolau continua sendo utilizado quando o teste molecular não está disponível e também pode fazer parte de etapas posteriores da avaliação.
Entender essa mudança ajuda você a saber o que esperar do seu próximo exame ginecológico.
O que mudou no exame ginecológico para prevenir o câncer do colo do útero?
O rastreamento busca identificar alterações antes que elas causem sintomas. A principal mudança é a preferência pelo teste de detecção do DNA de tipos oncogênicos do HPV, aqueles associados a maior risco de câncer do colo do útero.
O DNA-HPV consegue identificar a presença do vírus antes mesmo de surgirem alterações nas células. Isso não significa, porém, que o Papanicolau deixou de ter utilidade.
O que é o exame Papanicolau e o que é o teste DNA-HPV?
O Papanicolau (também conhecido como Citologia Oncótica Cervical) analisa células coletadas do colo do útero para procurar alterações. Já o chamado exame de DNA, neste contexto, é o teste molecular para DNA do HPV, utilizado para detectar tipos oncogênicos do vírus.
Qual é a principal diferença entre Papanicolau e DNA-HPV?
Eles procuram sinais diferentes. O Papanicolau identifica alterações celulares, enquanto o DNA-HPV detecta o vírus que costuma causar essas alterações. Ou seja, o DNA-HPV detecta o problema antes mesmo dos primeiros sinais, das primeiras lesões precusoras.
Um teste de HPV positivo não significa diagnóstico de câncer. O resultado orienta quais avaliações devem ser feitas a seguir.
Quando agendar esse exame ginecológico?
O rastreamento é indicado, em geral, para pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já iniciaram a atividade sexual. Com DNA-HPV negativo, o intervalo entre as coletas pode chegar a cinco anos. Mas atenção: ficar 5 anos sem coletar o exame não significa ficar esse tempo todo sem ser examinada por uma ginecologista! O exame ginecológico e a coleta do preventivo ou DNA-HPV são coisas diferentes.
O calendário pode ser diferente em situações específicas, como imunossupressão, alterações anteriores ou histórico de tratamento. Por isso, uma consulta ginecológica ajuda a definir qual exame é adequado para cada pessoa.
Você pode usar o Agendar Consulta para encontrar um ginecologista e receber orientação individualizada.
FAQ
O teste DNA-HPV substituiu o Papanicolau?
Quando disponível, ele é o método preferencial de rastreamento e pode substituir nas situações mais comuns. O Papanicolau continua tendo papel na assistência e pode ser utilizado quando o DNA-HPV não estiver disponível.
Quem deve fazer o exame DNA-HPV?
Em geral, pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual.
De quanto em quanto tempo devo fazer o exame de HPV?
Com resultado negativo, o intervalo recomendado pode ser de até cinco anos.
Se o teste de HPV der positivo, significa que eu tenho câncer?
Não. Um resultado positivo indica presença de HPV oncogênico e pode exigir exames complementares ou acompanhamento.
Converse com um ginecologista ou procure uma UBS para saber qual exame está indicado e disponível no seu caso.
Preciso esperar o rastreamento se tiver sintomas?
Não. Rastreamento é destinado a pessoas sem sintomas. Na presença de queixas ginecológicas, é importante buscar avaliação profissional sem esperar a próxima data do exame preventivo.
Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya.