Esquizofrenia: o que é, sintomas e mitos mais comuns sobre a doença

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Ilustração de pessoa sentada com expressão de sofrimento mental e pensamentos confusos ao redor da cabeça, representando os sintomas e desafios da Esquizofrenia.

Índice do conteúdo

A esquizofrenia é um transtorno mental que ainda gera muitas dúvidas e preconceitos. Apesar de ser frequentemente retratada de forma incorreta, a condição não significa “dupla personalidade” e pode ser tratada com acompanhamento adequado. 

O que é esquizofrenia? 

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico que afeta a forma como a pessoa percebe a realidade, pensa, sente, interpreta experiências e se relaciona com o mundo ao redor. 

Os sintomas podem variar em intensidade e geralmente surgem no final da adolescência ou início da vida adulta, embora alterações mais sutis possam aparecer antes dos primeiros episódios mais evidentes. A condição pode causar episódios de delírios, alucinações e alterações no pensamento, no comportamento e na expressão emocional, além de dificuldades sociais afetivas e ocupacionais. 

Em muitos casos, a pessoa também apresenta dificuldade de concentração, planejamento, organização e interpretação da realidade, o que pode comprometer os estudos, o trabalho e os relacionamentos. Alguns sintomas podem surgir de forma gradual, como isolamento social progressivo, redução da motivação, queda no desempenho escolar ou profissional, empobrecimento emocional ou mudanças importantes no comportamento habitual.  

Um dos mitos mais comuns é acreditar que a esquizofrenia causa múltiplas personalidades. Na verdade, isso não faz parte do transtorno. A esquizofrenia envolve alterações na percepção da realidade e no funcionamento mental, e não a presença de diferentes identidades, como no Transtorno Dissociativo de Identidade (antigamente conhecido com transtornos de múltiplas personalidades).  

Quais são os sintomas da esquizofrenia? 

Os sintomas da esquizofrenia costumam ser divididos em diferentes grupos. Entre os mais conhecidos estão: 

  • Alucinações, principalmente auditivas, como ouvir vozes, sons ou comentários que outras pessoas não percebem;  
  • Delírios, que são crenças fixas e persistentes sem base na realidade, como sentir-se perseguido, vigiado ou acreditar possuir capacidades especiais;  
  • Pensamentos e falas desorganizadas: dificuldade em organizar ideias, manter uma linha de raciocínio ou se comunicar de forma coerente;  
  • Alterações no comportamento, que podem incluir agitação, comportamentos incomuns, desorganização nas atividades diárias ou dificuldade em cuidar de si mesmo; 
  • Isolamento social e redução do interesse pelas relações interpessoais;  
  • Diminuição da expressão emocional: redução da expressividade facial, da entonação da voz ou das reações afetivas 
  • Dificuldade de concentração e organização: planejamento e organização, afetando a memória, a tomada de decisões e o funcionamento no dia a dia. 
     

Os sintomas chamados “positivos” incluem alucinações, delírios e alterações do pensamento. Já os sintomas “negativos” estão relacionados à redução da expressão emocional, diminuição da motivação, isolamento social e dificuldade em sentir prazer ou interesse nas atividades do dia a dia. 

Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas, e a intensidade dessas manifestações pode variar ao longo do tempo. Enquanto algumas conseguem manter maior preservação do funcionamento cotidiano, outras podem enfrentar prejuízos mais significativos. 

O diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde mental após avaliação clínica detalhada, considerando o tempo de duração dos sintomas, o prejuízo funcional e a exclusão de outras condições médicas, neurológicas ou psiquiátricas que possam causar sintomas semelhantes. 

Um exemplo bastante conhecido da esquizofrenia no cinema é o filme “Uma Mente Brilhante” (A Beautiful Mind), inspirado na vida do matemático John Nash. Ao longo da narrativa, o personagem passa a interpretar a realidade de forma distorcida, desenvolvendo delírios e alucinações que impactam diferentes áreas de sua vida, como os relacionamentos pessoais, a carreira profissional e a convivência social. 

Embora o filme apresente adaptações cinematográficas e não represente todas as formas de manifestação da esquizofrenia, ele contribui para a compreensão de como o transtorno pode afetar a percepção da realidade e o funcionamento cotidiano da pessoa. 

Esquizofrenia tem cura? 

A esquizofrenia é uma condição crônica, mas possui tratamento. O acompanhamento adequado ajuda no controle dos sintomas, na prevenção de recaídas e na melhora da qualidade de vida e do funcionamento social. 

O tratamento pode incluir: 

  • Medicamentos antipsicóticos;  
  • Psicoterapia;  
  • Apoio familiar;  
  • Reabilitação psicossocial; 
  • Acompanhamento multiprofissional. 
     

Em muitos casos, o tratamento contínuo ajuda a reduzir crises, melhorar a autonomia e favorecer a retomada de atividades acadêmicas, profissionais e sociais. O diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento fazem uma diferença importante no prognóstico e na recuperação funcional do paciente. 

Se houver necessidade de acompanhamento especializado, é possível buscar atendimento com psiquiatras por meio do Agendar Consulta 

Mitos mais comuns sobre a esquizofrenia 

“Quem tem esquizofrenia é agressivo” 

Mito! A maioria das pessoas com esquizofrenia não apresenta comportamento violento. O preconceito e a falta de informação contribuem para o estigma e o isolamento social. 

“Esquizofrenia é dupla personalidade” 

Mito! O transtorno não envolve múltiplas personalidades. Esse é um conceito incorreto bastante difundido e frequentemente confundido com o Transtorno Dissociativo de Identidade. 

“Não existe tratamento” 

Mito! Existem tratamentos eficazes que ajudam no controle dos sintomas, na prevenção de recaídas e na melhora da qualidade de vida. 

FAQ 

Como saber se uma pessoa tem esquizofrenia? 

O diagnóstico depende de avaliação médica especializada. Sintomas como alucinações, delírios e alterações importantes no comportamento podem indicar a necessidade de investigação. 

Esquizofrenia tem tratamento? 

Sim. O tratamento envolve acompanhamento médico, medicamentos e suporte psicológico, familiar e social. 

Quem tem esquizofrenia pode levar uma vida normal? 

Muitas pessoas conseguem estudar, trabalhar e manter relacionamentos com o tratamento adequado e apoio contínuo. 

Se você ou alguém próximo apresenta sintomas relacionados à esquizofrenia, procure orientação profissional especializada.

Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya. 

Referências bibliográficas

WHITEBOOK. WHITEBOOK Clinical Decision. [S.l.]: PEBMED, [s.d.]. Disponível em: https://whitebook.pebmed.com.br. Acesso em: 7 maio 2026.

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