Ter alguém na família com câncer de mama pode gerar preocupação, mas isso não significa que você também desenvolverá a doença. O histórico familiar é apenas uma parte da avaliação: o risco depende de fatores como grau de parentesco, idade em que o câncer apareceu e presença de outros tumores na família, além de alguns fatores da história pessoal
Ter casos de câncer de mama na família aumenta o risco?
Em algumas situações, sim. A maioria dos cânceres de mama, porém, não está relacionada a alterações genéticas hereditárias. Os casos relacionados a mutações correspondem a cerca de 10% dos casos.
Por isso, ter um familiar com a doença não significa automaticamente pertencer a um grupo de alto risco. Cada histórico precisa ser analisado individualmente.
Quais casos na família merecem mais atenção?
Algumas situações podem indicar maior possibilidade de predisposição hereditária:
- Câncer de mama diagnosticado em idade jovem;
- Câncer de mama em homem;
- Câncer de mama bilateral;
- Vários familiares consanguíneos afetados;
- Casos de câncer de ovário na família;
- Mutação genética já identificada em um parente.
Ao reunir o histórico familiar, é importante considerar parentes tanto do lado materno quanto do paterno.
Mas atenção! A maioria dos casos de câncer de mama não tem nenhuma relação com história familiar, sendo importante estar atendo e fazer os exames de rastreio indicados adequadamente, especialmente a mamografia.
E os genes BRCA1 e BRCA2?
BRCA1 e BRCA2 são os genes envolvidos no controle do crescimento de tumores no corpo. Algumas alterações herdadas nesses genes podem aumentar o risco de câncer de mama e de outros órgãos.
Isso não significa que toda pessoa com casos na família deva fazer um teste genético, até porque, quando indicado, normalmente o teste é realizado na pessoa que teve o câncer. A indicação depende do histórico individual e familiar e pode envolver aconselhamento ou avaliação especializada.
O que fazer se tenho histórico familiar de câncer de mama?
Procure reunir informações sobre quais parentes tiveram câncer, o tipo da doença e a idade no diagnóstico. Leve esses dados a uma consulta médica.
O acompanhamento pode variar conforme o risco de cada pessoa. Por isso, não existe uma única idade de início de exames que sirva para todos os casos familiares. Pelo Agendar Consulta, você pode encontrar profissionais e marcar uma avaliação.
Mulheres com risco aumentado de câncer de mama têm indicação de rastreio diferenciado e orientado adequadamente por um profissional de saúde. Aquelas com risco habitual devem iniciar o rastreio com mamografia a partir dos 40 anos.
Na prevenção do câncer de mama, hábitos como manter peso adequado, praticar atividade física, ter alimentação equilibrada e reduzir o consumo de álcool podem contribuir para diminuir fatores de risco modificáveis.
Entre os possíveis sintomas de câncer de mama estão nódulo na mama ou axila, retração do mamilo, alterações na pele e secreção pelo mamilo. Alterações persistentes ou suspeitas devem ser avaliadas por um profissional.
FAQ
Minha mãe teve câncer de mama. Eu também vou ter?
Não necessariamente. O risco depende de vários fatores, incluindo idade do diagnóstico, outros casos na família e presença de alterações genéticas. Entretanto, é importante buscar orientação pois o seu rastreio pode ser diferente do habitual.
Quem tem câncer de mama na família precisa fazer mamografia mais cedo?
Nem sempre. Pessoas com maior risco podem precisar de acompanhamento diferente, mas a estratégia deve ser individualizada por um profissional de saúde.
Quando o teste genético para câncer de mama pode ser indicado?
Ele pode ser considerado quando existem muitos familiares acometidos por alguns tipos específicos de câncer ou uma mutação conhecida na família. E normalmente, quem realiza o teste é a pessoa que teve o câncer, não um familiar que nunca teve diagnóstico.
Câncer de mama hereditário tem cura?
A hereditariedade se refere à predisposição para desenvolver a doença. Quando o câncer ocorre, o tratamento do câncer de mama e o prognóstico dependem das características do tumor e de sua extensão.
Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya.