Herpes zoster: o que é, sintomas e como lidar com a doença que pode causar dor intensa na pele

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Pessoa observando o próprio braço com erupções avermelhadas agrupadas na pele, características de herpes zoster, evidenciando lesões típicas da doença.

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O herpes zoster, popularmente conhecido como “cobreiro”, é uma doença viral relativamente comum e que pode causar dor intensa e lesões na pele. Embora muitas pessoas associem o nome “herpes” a infecções comuns nos lábios, o herpes zoster é diferente e está ligado ao mesmo vírus responsável pela catapora. No Brasil, dados do sistema de saúde indicam que milhares de pessoas precisam de atendimento hospitalar por causa da doença todos os anos. Entre 2017 e 2022, por exemplo, foram registradas mais de 27 mil internações associadas à varicela/catapora e ao herpes zoster no país, segundo análise baseada em dados do DATASUS.

Especialistas explicam que o envelhecimento da população e a maior capacidade de diagnóstico contribuem para que a doença seja identificada com mais frequência. Além disso, estima-se que uma em cada três pessoas pode desenvolver herpes zoster ao longo da vida, principalmente após os 50 anos de idade.

O que é herpes zoster?

O herpes zoster é uma infecção causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo responsável pela catapora. Depois que uma pessoa tem catapora, o vírus não desaparece completamente: ele permanece “adormecido” no organismo, principalmente nos nervos. Anos ou até décadas depois, esse vírus pode voltar a se multiplicar, dando origem ao herpes zoster.

Quando isso acontece, surgem lesões dolorosas na pele, geralmente concentradas em uma área do corpo, correspondente ao trajeto do nervo afetado e chamado de dermatomo. As bolhas costumam aparecer em faixa única, frequentemente em um lado do tronco, das costas ou do rosto.

Embora qualquer pessoa que já teve catapora possa desenvolver herpes zoster, o risco aumenta com o avanço da idade ou quando o sistema de defesa do organismo está mais fragilizado.

Sintomas mais comuns

Os sintomas do herpes zoster costumam começar alguns dias antes do aparecimento das lesões na pele. Nesse primeiro momento, a pessoa pode sentir sinais como:

  • Dor, queimação ou formigamento em uma região do corpo;
  • Sensibilidade ao toque;
  • Mal-estar ou cansaço;
  • Dor de cabeça ou febre leve.

Depois dessa fase inicial, surgem pequenas bolhas agrupadas sobre a pele avermelhada. Essas bolhas podem continuar surgindo por alguns dias e, com o tempo, secam e formam crostas, “casquinhas”. Em geral, o processo completo de cicatrização dura entre duas e quatro semanas.

Em alguns casos, a dor pode continuar mesmo depois de as lesões desaparecerem. Essa complicação, chamada neuralgia pós-herpética, ocorre quando os nervos permanecem inflamados e pode durar meses ou até anos.

Como é feito o diagnóstico do herpes zoster?

O diagnóstico do herpes zoster costuma ser feito principalmente pela avaliação clínica, ou seja, pela observação dos sintomas e das lesões na pele. O formato típico das bolhas e a distribuição em faixa em apenas um lado do corpo costumam ajudar o profissional de saúde a identificar a doença.

Em situações menos claras podem ser solicitados exames laboratoriais para confirmar a presença do vírus.

Buscar avaliação médica é importante porque o diagnóstico precoce pode ajudar a reduzir complicações e orientar os cuidados adequados.

Tratamento e cuidados do herpes zoster

O tratamento do herpes zoster tem como objetivo principal aliviar os sintomas e reduzir o tempo de duração da doença. O acompanhamento médico também é importante para diminuir o risco de complicações, como dor prolongada ou infecções secundárias na pele.

De modo geral, o tratamento pode incluir medicamentos antivirais para combater a multiplicação do vírus, medicamentos para aliviar a dor e cuidados com a pele, mantendo as lesões limpas e protegidas.

Quando iniciado logo no começo da doença (primeiras 72 horas), o tratamento tende a trazer melhores resultados. Além disso, repouso, hidratação e evitar coçar as lesões ajudam na recuperação.

Herpes zoster e qualidade de vida

Apesar de muitas vezes ser tratado como um problema apenas de pele, o herpes zoster pode impactar significativamente a qualidade de vida. A dor intensa, o desconforto e o tempo de recuperação podem interferir em atividades diárias, no sono e até no bem-estar emocional.

Complicações também podem ocorrer, especialmente em pessoas com sistema imunológico mais fragilizado. Em casos raros, a infecção pode afetar olhos, audição ou sistema nervoso.

Por isso, procurar orientação médica ao perceber os primeiros sinais é essencial para reduzir os efeitos da doença.

Herpes zoster tem cura ou prevenção?

O herpes zoster geralmente melhora com o tratamento e com o passar do tempo, mas o vírus permanece no organismo, pois ele já estava presente desde a infecção pela catapora. Por isso, embora a doença possa ser controlada e tratada, o vírus em si não é eliminado completamente do corpo.

A principal forma de prevenção é a vacinação, indicada especialmente para adultos mais velhos. A imunização ajuda a reduzir o risco de desenvolver herpes zoster e também diminui a chance de complicações, como a dor prolongada após a infecção.

Além da vacinação, manter hábitos que favoreçam o funcionamento do sistema imunológico — como alimentação equilibrada, sono adequado e acompanhamento médico regular — também pode contribuir para a proteção da saúde ao longo da vida.

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Referências bibliográficas

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